sexta-feira, 25 de junho de 2010

Implantação do PAIS(Produção Agroecológica Integrada e Sustentável) na propriedade da Familia Oliveira de Cacaulândia

quarta-feira, 26 de maio de 2010

HORTALIÇAS AGROECOLÓGICAS:RECEITA DE BIOFERTILIZANTE RICO EM NITROGÊNIO E POTÁSSIO

Uma grande porcentagem de produtores (as) no Estado de Rondônia pratica agricultura convencional. Seu modelo é pautado no uso elevado de insumos externos principalmente agrotóxicos, adubos minerais solúveis, sementes híbridas e etc. Contudo, esse modelo, além do custo elevado, é poluidor e também apresenta altos riscos para o produtor (a), por isso não são duradouros.
Mas, outro modelo mais sustentável do ponto de vista sócio-econômico e agro-ambiental, onde são empregados processos ao invés de produtos, tem resultado em maior sanidade e estabilidade da produção e menor custo: os sistemas de produção Agroecológica. Nesses sistemas o controle das pragas e doenças, é baseado no equilíbrio nutricional (químico e fisiológico) da planta, buscando-se uma maior resistência da planta pelo seu equilíbrio energético e metabólico e uma maior atividade biodinâmica no solo.

EXPERIÊNCIA DA FAMÍLIA VENDRÚSCULO

Da esquerda para direita Sra. Inelde, filhos Rodrigo e Rafael e esposo Jacir

Na prática, a realidade da Agroecologia já é percebida nos agroecossistemas olerícolas aonde o modelo convencional vem sendo substituído pela prática de processos vivos. Um exemplo dessa realidade é o da família Vendrúscolo em Rolim de Moura (família acompanhada pelo PROJETO TERRA SEM MALES) que há 12 anos trabalham em uma propriedade diversificada de 14 hectares com a Agroecologia, onde 1 hectare é dedicado ao cultivo de hortaliças Agroecológicas, com rotação de culturas, cobertura morta, quebra-vento, recuperação do solo com o uso das leguminosas, consorciação das hortaliças, cultivo das suas próprias sementes, uso de biofertilizantes, etc.
A família afirma que seu custo de produção por pé de hortaliça gira entorno de R$ 0,06 por produção e que a alface no tempo da seca leva de 23 a 25 dias para colheita após transplante nos canteiros. Esse fato se deve ao emprego de produtos microbianos, como os biofertilizantes líquidos, e outros fermentados à base de microorganismos eficientes. Os biofertilizantes se destacam por serem de alta atividade microbiana e bioativa e capaz de produzir maior proteção e resistência à planta contra o ataque de agentes externos (pragas e doenças). Além disso, esses compostos quando aplicados, também atuam nutricionalmente sobre o metabolismo vegetal e na ciclagem de nutrientes no solo. Eles podem ser biofertilizantes foliares e do solo. São de baixo custo e podem ser fabricados na propriedade pelo produtor (a).

SEGREDOS DA FAMÍLIA VENDRÚSCULO...


Canteiros cobertos com matéria orgânica que protege e aduba
A família repassa a experiência que tem com o uso do biofertilizante rico em N e K adaptado do livro de Horticultura Orgânica do pesquisador Jacimar Luiz de Souza, há dois anos.

RECEITA
10 Kg de esterco bovino ou composto
10 Kg de mamona triturada (semente, folha, galho, raiz)
2 Kg de cinza
2 litros de urina de vaca
5 Kg de tronco da bananeira picada
200 litros de água

Modo de Preparo:
Em um tambor de plástico de 200l misturar toda a matéria-prima, juntamente da água, mexendo em sentido horário de 5 a 10 minutos três vezes ao dia para não exalar nenhum odor desagradável. Não há necessidade de fechar o tambor de plástico. Essa receita é de biofertilizante aeróbico, isto é, com a presença de ar. Após cinco dias do preparo, mexendo as três vezes por dia, ele estará pronto. Pode-se usar duas vezes a mesma matéria orgânica, depois ela pode ser utilizada diretamente no solo como adubo e proteção.


Na primeira imagem Sr. Jacir preparando o Biofertilizante, a carriola está com a mamona já triturada. Na segunda imagem a bananeira picada, mamona e cinza misturadas no tambor de plástico.

Forma de uso:
Em jiló, berinjela coloca-se um copo puro de 250 ml no pé da planta, após 60 dias de plantados, repetindo a cada 15 dias. Para alface aplica-se 30 ml por pé 2 vezes (5 dias depois do replantio e 15 dias após). Nas folhosas semeadas (rúcula, almeirão, etc.) coloca-se em regador metade de água e a outra metade de biofertilizante e aplica no solo. Esse biofertilizante não deve ser usado nas folhas, pois as queima. Ele é rico em Nitrogênio, então deve ser colocado no solo.

CURIOSIDADES SOBRE O BIOFERTILIZANTE

Nutrientes presentes nos materiais utilizados:
• Boro - semente e raiz da mamona
• Cinza - rica em cálcio
• Urina de vaca - uréia
• Tronco da bananeira - a liga (nódea) é rica em potássio, por isso não pode triturá-la, somente picá-la.
• Ele reduz o ciclo da alface em 8 dias, antecipando a colheita.
• A cobertura morta (palhada, folhas secas, tronco de bananeira, galhos secos de leucena, gliricidea) triturada é indispensável para a proteção dos canteiros e solo da horta.

Inelde, Jacir, Rafael e Rodrigo (agricultores agroecológicos), Rolim de Moura/Rondônia.
Texto: Gisele Francioli Simioni (Técnica Agrícola) e Roseli Maria Klauck Magedanz (Agrônoma)
Foto: Arquivo Projeto Terra Sem Males

RECEITAS CASEIRAS COM O PÓ DE BABAÇU

Pão Caseiro de Babaçu (rende 5 Pães de 800g)

Ingredientes:
1 litro de fermento caseiro
0,5 copo de óleo
1,5 copo babaçu em pó
22 colheres de açúcar
2 kg de farinha de trigo

Modo de preparo:
Coloque os 4 primeiros ingredientes, vá amassando com a farinha de trigo, acabando de amassar com água ou leite ou 2 ovos. Deixe crescer em local tampado. Cilindre e asse.


Bolo de Babaçu

Ingredientes:
3 ovos em neve
3 colheres de manteiga ou Metade de 0,5 copo de óleo
3 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de pó de babaçu
1 colher de fermento.

Modo de preparo:
Bata o óleo com a gema, vai colocando a farinha, o babaçu e o fermento. Misture e acabe de amassar com leite ou água. Coloque na forma e asse.


Pudim de Babaçu (1)

Ingredientes:
1 lata de leite condensado
2 latas de leite (mesma medida do leite condensado) ou metade de leite de coco
2 colheres de pó de babaçu
2 ovos inteiros

Modo de preparo:
Bata no liquidificador e asse em banho-maria na forma com calda caramelada


Pudim de Babaçu (2)

Ingredientes:
0,5 L de leite
4 colheres de pó de babaçu
2 colheres de trigo
2 ovos
Açúcar á gosto
Modo de preparo:
Bata tudo no liquidificador e asse em banho-maria na forma com calda caramelada.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

MICROORGANISMOS EFICAZES

100 GR ARROZ CASEIRO
LEVE COZIMENTO 3 MINUTOS, SEM LAVAR, SEM SAL, SEM OLEO,
COLOCAR NO PEDAÇO DE BAMBU(abrir o bambu ao meio), E AMARRAR E LEVAR EM UM LOCAL UMIDO, NO MEIO DE MATA OU CAPOEIRA.
ESPERAR DE 3 a 5 DIAS PARA ADQUIRIR OS MICROORGANISMOS (BOLOR) ELIMINAR COM PINÇA O BOLOR PRETO.
COLOCAR UMA PARTE DO ARROZ EM 2 PARTES DE AÇUCAR MASCAVO. MISTURA BEM EM UMA TIGELA DE PORCELANA E GUARDAR EM LOCAL POR 8 DIAS.
COLOCAR ESSA MISTURA EM 10 LITROS DE AGUA + 3 KG DE AÇUCAR MASCAVO. MEXER DE 3 EM 3 HORAS POR 3 DIA.

MODO DE USO
PARA USO DOMESTICO. USAR PURO

PARA COMPOSTO: 250 ML PARA 20 LT DE AGUA.

PARA USO SUPERFICIAL EM MATERIA.ORGANICA. REATIVAR – 2 LT DE E.M 8 LITROS DE AGUA E 1 KG DE AÇUCAR MASCAVO E APLICAR

PLANTANDO E COLHENDO ARROZ EM TERRA VELHA

O cultivo de arroz no Estado de Rondônia vem diminuindo muito nos últimos tempos, isto porque há um ditado popular que diz: “Arroz só dá em terra nova”, por isso o plantio geralmente é feito em áreas recém derrubadas e queimadas. A produção de arroz no primeiro e até no segundo ano é satisfatória, mas a partir da terceira colheita já não vale mais a pena fazer o plantio, pois o retorno é mínimo.
Com a legislação ambiental cada vez mais rígida, proibindo as derrubadas e as queimadas a produção de arroz restringiu-se a um grupo muito seleto o qual faz uso de altas doses de agroquimicos, degradando o solo, acelerando o aquecimento global e conseqüentemente as mudanças climáticas já sentidas em nosso meio.
A fim de construir e concretizar uma Terra Sem Males, as famílias do Projeto Terra Sem Males sempre estão buscando superar desafios e um destes é o cultivo do arroz em “terra velha”. Assim sendo as famílias do Vale do Paraíso, em especial a família Ardisson enfrentou este desafio e comprovou que é possível produzir arroz em solo “velho”.
Este cultivo não é feito de qualquer forma. Primeiramente há a preocupação com o equilíbrio do solo, isto é, para que uma planta se desenvolva normalmente, produza frutos e uma boa colheita faz-se necessário que se tenha alimento, adubo, matéria orgânica, e principalmente aqui na região amazônica, na qual nos encontramos, precisa de cobertura morta, isto é, de uma cobertura de palha seca para evitar o aquecimento e ressecamento do solo, com conseqüente desidratação da planta.
No ano passado a família Ardisson plantou 5 kg de arroz, em uma área de 20 por 70 metros. Semente conseguida da Embrapa, “arroz maravilha”. O preparo da área foi feito com uma leve gradagem, nivelamento e rastelamento para retirar a matéria orgânica mais grossa e o plantio foi feito com a plantadeira manual (matraca), observando no calendário biodinâmico o dia ideal para efetuar o plantio do arroz. Logo após o plantio a Família faz a cobertura morta, isto é cobre toda área com palha seca de café, de 5 a 8 cm de cobertura no solo. Havendo chuva na medida correta as sementes de arroz germinarão com facilidade e logo surgem em meio à palha de café. Além de servir de cobertura para o solo, a palha de café inibe o nascimento de plantas invasoras e com a decomposição da palha fornece adubo para a planta.
Os resultados foram muito bons, nesta área o Sr Pedro e a Sra. Luzia colheram 10,5 sacas de arroz, garantindo alimento para o consumo da família e o excedente para venda na feira local.
Com este resultado podemos concluir que para produzir de forma limpa, agroecológica, precisamos aceitar desafios e demonstrar na pratica que se produz e muito bem sem uso dos pacotes de agroquímicos tão difundidos em nosso meio. Mas vale lembrar que a agricultura agroecológica não é uma receita pronta, isto é, o que deu certo no Vale do Paraíso, na propriedade da família Ardisson, não quer dizer que seja da mesma forma em outras regiões do Estado. Mas o desafio está lançado, faça você seu papel nesta mudança, faça esta mesma experiência na sua propriedade, adapte, mude e mostre, pois só fazendo as coisas na pratica é que podemos afirmar que é possível produzir sem queimar, sem destruir.
Pedro e Luzia Ardisson (agricultores agroecologicos), Vale do Paraíso, Rondônia.

Texto Roseli Maria Klauck Magedanz (agrônoma)